Blog da ENGIE Solar

23.10.2017

Entenda como o clima afeta a energia solar no Brasil

Para dimensionar um sistema fotovoltaico, o primeiro fator a ser levado em consideração é o local. Isso porque a geração de energia fotovoltaica está totalmente vinculada à oferta de sol, e a irradiação solar varia de região para região. Assim, dois sistemas de mesma  capacidade poderão produzir valores de energia diferentes se colocados em  diferentes cidades, por exemplo.

Felizmente para nós, isso não é uma preocupação,  já que as condições climáticas por todo país são extremamente favoráveis à geração de energia por meio do sol. Inclusive, os níveis de irradiação no Brasil são maiores do que em muitos países onde a tecnologia já é consolidada.

Mesmo assim, é importante entender quais as condições climáticas que podem afetar a produção de energia solar. E também ficar atento a alguns requisitos técnicos básicos na elaboração do projeto, para garantir o máximo de eficiência.

Inverno = dias mais curtos

A duração do dia também é uma questão importante, uma vez que quanto mais tempo de exposição ao sol, maior é a produção de energia.

Como durante o verão a duração do dia é ligeiramente maior do que no inverno, sistemas fotovoltaicos produzirão mais energia entre os meses de dezembro a março, nas cidades do Hemisfério Sul. E quanto mais próximo à Linha do Equador, menor é a variação na produção de energia ao longo do ano. Isso acontece devido a inclinação do eixo da Terra. Nesse quesito também saímos ganhando. A localização territorial do país, próximo à linha do equador, garante aproximadamente 140 dias de sol a mais do que em países europeus.

É importante lembrar de que um sistema fotovoltaico bem dimensionado considerará a média de consumo ao longo do ano. Caso o perfil do consumidor se mantenha mais ou menos o mesmo ao longo do ano — por exemplo, ar-condicionado no verão e chuveiro elétrico no inverno —, provavelmente o sistema produzirá mais energia do que consumirá durante o verão. Esse excedente se converterá em crédito na concessionária de energia para ser utilizado em períodos de maior consumo. Assim, no balanço geral, o sistema conseguirá atender à totalidade das necessidades energéticas da residência.

Sujeiras no outono

Um dos fatores que prejudicam a eficiência dos painéis fotovoltaicos é o sombreamento, e as sujeiras podem ser responsáveis por isso. Tanto resíduos de pássaros, quanto o acúmulo de folhas que caem no outono em algumas regiões ou acúmulo de poeira podem levar a uma queda de até 15% da produtividade.

A própria chuva auxilia bastante na limpeza dos painéis. Caso o local de instalação apresente longos períodos de estiagem, é recomendado a limpeza dos painéis ao menos duas vezes ao ano com pano e água apenas, sem a utilização de produtos químicos ou materiais abrasivos.

Chuva e nebulosidade

Apesar da chuva ser uma aliada na limpeza dos painéis, ela pode e vai, é claro, afetar a produção de energia. Na verdade, a chuva em si não atrapalha a produção de energia solar, mas a nebulosidade e a diminuição dos níveis de irradiação que a acompanham tendem a diminuir a produção dos painéis.

A maior parte das regiões no Brasil possuem números de precipitação relativamente baixos. Segundo o INMET, as variações nas regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste em 2014 foram de 400 mm anuais a até 2400 mm. O norte do país, pela sua composição florestal, sofre com temporadas maiores de chuva, que podem ir até 3600 mm anuais em estados como Acre e Roraima.

As características climáticas do nosso país demonstram por si só o potencial da fonte solar por aqui, apresentando ótimos desempenhos até em cidades com dias mais cinzentos, como Curitiba.

Para se ter uma ideia, a Alemanha, um dos líderes em energia solar no mundo possui níveis de irradiação solar muito inferior ao Brasil. Segundo o Instituto IDEAL, a região mais ensolarada do território alemão possui radiação solar 40% menor que a menos ensolarada do Brasil.

Alta temperatura

Ao contrário do que muitos acreditam, não é o calor que favorece a produção de energia solar, mas sim a luz do sol. Inclusive, as placas solares normalmente funcionam melhor em temperaturas mais amenas. No entanto, o que vale nessa análise não é a temperatura do ambiente, e sim a temperatura da própria placa.

Por isso, é importante que equipamentos utilizados no seu sistema não absorvam muito calor, principalmente para quem vive em regiões quentes. Um coeficiente de temperatura elevado quer dizer que a placa tem baixa qualidade. A título de comparação, os coeficientes ideais para uma placa solar fotovoltaica estão entre 0,35 até 0,47%.

Para resolver o problema da redução de eficiência com a temperatura, existem produtos ainda em desenvolvimento que conseguem oferecer uma solução duplamente interessante: são os painéis híbridos, que utilizam as altas temperaturas dos painéis também para aquecer água. Assim, a temperatura é diminuída, aumentando a eficiência dos painéis fotovoltaicos, e a água é esquentada, como se utilizasse sistemas de aquecimento convencionais.

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, é uma grande sorte que a maior parte do nosso território apresente clima tropical, favorecendo a produção de energia solar, uma fonte limpa, renovável e econômica.

Quer saber mais sobre energia solar fotovoltaica? Acompanhe o nosso blog!

 

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