Blog da ENGIE Solar

05.10.2016

Eco-friendly branding: responsabilidade ambiental para conquistar clientes

A ideia de se tornar “eco-friendly” foi abraçada primeiramente pelo setor industrial, antes de chegar às empresas. Como o impacto e o consumo dos recursos naturais dentro do setor são mais perceptíveis, as indústrias foram pioneiras em buscar práticas voltadas à responsabilidade ambiental.

Obviamente, muito dessa iniciativa não se deu de forma espontânea e a pressão das organizações não governamentais e governamentais foi fundamental para acender a chama da sustentabilidade, preservação e responsabilidade ambiental. Até que os “eco-chatos” se transformasse em “amigos” foi necessário que o setor industrial encontrasse a cifra que estava embutida nessa relação. E foi justamente aí que surgiu o “eco friendly branding”. A partir do momento em que a indústria percebeu que a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade poderiam se transformar um valor incorporado às suas marcas, um verdadeiro movimento de indústrias começou a levantar essa bandeira. O movimento eco-friendly foi tão bem-sucedido, que chamou a atenção de empresas, e hoje, não apenas produtos e serviços, mas principalmente as marcas passaram a adotar essa ideologia, conquistando cada vez mais clientes.

Mais do que uma ação, o “eco-friendly” também é um lifestyle abraçado por muitos consumidores que topam não apenas viver um estilo de vida em prol da sustentabilidade, como também investir mais para terem acesso à produtos e serviços que valorizam a preservação dos recursos naturais. Porém, ainda que agregar o valor ambiental à marca seja um benefício para o planeta, existe um caminho a ser percorrido. Algumas empresas vêm se dedicando a construir essa jornada e mostrando bons resultados ao mercado consumidor. Quer saber mais? Então continue acompanhando nosso post!

 

Veja como empresas estão usando a responsabilidade ambiental para conquistar clientes:

 

Eco-friendly Branding X Greenwashing

Segundo uma pesquisa conduzida pelo aplicativo de cupons Retail.Me.Not, muitos consumidores declaram que encontram entraves para se tornarem eco-friendly devido ao custo acentuado dos produtos e serviços. Além disso, muitos consumidores acreditam que por ser eco-friendly, o produto já é naturalmente mais caro, o que afasta compradores que muitas vezes nem chegam a checar o produto durante a compra, devido a uma espécie de pré-conceito.

A pesquisa também afirma que 3 a cada 5 indivíduos entrevistados comprariam um produto mais caro se houvesse uma economia de custos à ele associados. Além disso, muitos se mostram mais propensos a comprarem de empresas que demonstram ter iniciativas eco-friendly apoiando instituições ou organizações de proteção ao meio ambiente.

Outro fato interessante apontado pela pesquisa é que 89% dos consumidores já praticam no dia a dia ações voltadas à preservação do meio ambiente e da sustentabilidade, tais como redução da geração de lixo, desperdício e reciclagem. Por isso, nenhuma marca precisa incentivar a ideia de ser eco-friendly. O desafio das marcas nesse sentido é o de viabilizar uma forma para que esse estilo de vida se torne possível para mais e mais pessoas.

É um fato que os consumidores também estão mais críticos e atentos. Com o boom das redes sociais, todo esforço para construir a imagem de uma marca pode ir por água abaixo em poucos minutos. Se por um lado o eco-friendly branding se tornou uma tendência, o greenwashing também está presente no mercado e vem sendo condenado por muitos e muitos consumidores que não pretendem deixar empresas impunes.

O greenwashing é praticado por indústrias, empresas públicas ou privadas e organizações não governamentais que mantém a sustentabilidade e a proteção ambiental apenas como “fachada”, mas não realizam na prática ações voltadas à preservação do meio ambiente. É uma espécie de propaganda enganosa que pode levar uma marca a total descredibilidade e, consequentemente, perda de mercado.

Ao construir uma estratégia de eco-friendly branding, o departamento de marketing deve ir além de suas paredes e checar in loco tudo aquilo que a empresa faz em prol da sustentabilidade. As campanhas bem-sucedidas de branding costumam ser aquelas que surgem de dentro para fora, ou seja, a empresa começa a propor mudanças internas visando ações ambientalmente corretas, para depois levar isso à sua imagem exterior.

Além das políticas internas, associar à certificação ambiental é uma boa forma de construir ainda mais autoridade para a marca.

 

Cases

Algumas empresas pelo Brasil e pelo mundo adotaram a consciência ambiental como marca e transformaram isso em um dos maiores focos do negócio, se transformando em cases de sucesso tanto em vendas como para a percepção do consumidor. Confira algumas dessas companhias!

 

Patagonia

A marca de roupas esportivas e outdoor Patagonia, deixou de ser conhecida pela durabilidade de seus produtos e passou a ganhar espaço como uma marca que abraçou o movimento da preservação do meio ambiente e da sustentabilidade.

Um dos fatos mais admiráveis da empresa é que ela assume para seus consumidores que muitos dos seus processos de produção ainda não são totalmente eco-friendly. Ainda é necessário queimar combustíveis fósseis para a produção de determinados materiais, mas nem por isso a empresa não se propõe a buscar novas alternativas. A transparência nesse caso foi um dos fatores que mais impulsionou a marca, ganhando confiança dos consumidores e, consequentemente, do mercado.

A empresa ainda doa 1% de suas vendas para apoiar organizações ao redor do mundo que focam suas ações na preservação de florestas, proteção de espécies ameaçadas, práticas de agricultura sustentável, entre outras. A companhia, por meio dessa ação, já doou US$ 700 milhões para projetos existentes nas mais variadas partes do mundo.

Dentro da estrutura da empresa, todas as instalações foram adaptadas, usando materiais de construção renováveis. Além disso, clientes e funcionários são constantemente encorajados a realizar práticas ambientalmente corretas. Funcionários que optam por deixar o carro em casa e irem ao trabalho a pé ou utilizando uma bicicleta, por exemplo, recebem incentivos que podem chegar até US$ 500 por ano.

O descarte das próprias roupas e a reciclagem também é uma preocupação. Desde 2004, a empresa se preocupa em resgatar as roupas que não são mais utilizadas pelo consumidor, para que o descarte seja promovido de forma ambientalmente correta.

 

IKEA

A IKEA é uma das gigantes do ramo de móveis e objetos de decoração que viu nas energias renováveis e na gestão de resíduos duas ótimas alternativas para trazer mais valor à marca. Através da campanha “People & Planet Positive” – que pode ser traduzida como “Pessoas e Planeta positivos”, a marca criou uma estratégia de posicionamento que tem como essência o seguinte fato: o consumidor não deve ser obrigado a escolher entre preço, design, funcionalidade e sustentabilidade quando decide adquirir um produto. Por isso, a empresa adotou, na manufatura de todos os seus produtos, práticas consideradas eco friendly, além de incentivar seus clientes a adotarem esse lifestyle.

A IKEA também foi a primeira empresa a vender luminárias apenas com lâmpadas de LED e, da mesma forma, apenas utilizarem esse tipo de iluminação em suas estruturas. As lojas também contam com estruturas de painéis solares e, nos EUA, a empresa já adquiriu dois parques eólicos que tem como finalidade exclusiva alimentar a cadeia de lojas da rede.

Para compensar as emissões de CO2, mais de 2 milhões de árvores já foram plantadas em florestas americanas e apenas 15% dos resíduos são enviados para aterros, enquanto a grande maioria é reciclada.

A empresa já chegou a investir mais de US$ 1 bilhão em iniciativas voltadas à implementação de energias renováveis e reflorestamento, dois pontos ambientalmente sensíveis para a indústria de mobiliários.

 

Jonhson&Jonhson

Dentre todas as marcas, a Johnson&Johnson parece ser a mais focada no desenvolvimento de práticas internas voltadas para a sustentabilidade. A companhia conta com departamentos exclusivos em suas filiais ao redor do mundo, que cuidam exclusivamente do monitoramento de desempenho e conformidade de suas práticas ambientalmente corretas.

A empresa, que cuida desde as embalagens de seus produtos até a prática cotidiana de seus funcionários, é uma das mais rigorosas em termos de compliance, especialmente no que se refere à legislação e normas internacionais de proteção ambiental. Uma das suas maiores metas é aumentar a reciclagem e reduzir em 20% suas emissões de carbono.

Mesmo com as crises econômicas e mudanças sentidas pelo mundo, as empresas ainda encontram um mercado cativo que se mostra muito disposto a colaborar com o meio ambiente. Esse comportamento do consumidor é um dos pontos que devem ser explorados e respeitados pelas empresas que quiserem manter o eco-branding como uma realidade e não apenas uma bandeira.

 

O que você acha do eco-friendly branding e de que maneira essa responsabilidade ambiental influencia o consumidor? Você conhece empresas que abraçaram a causa e vem fazendo sucesso no mercado? Deixe seus comentários abaixo!

 

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