Blog da ENGIE Solar

07.12.2016

9 fatos que você deve saber sobre geração de energia solar no Brasil

“Fontes renováveis de energia” se tornou um assunto comum em rodas de conversa. A produção de energia solar no Brasil cresce substancialmente todos os anos e ainda apresenta grande potencial de expansão.

Por isso, conheça agora alguns fatos sobre a geração de energia solar no Brasil que apontam para esta nova tendência de mercado:

 

1. Aquecimento solar no Brasil

A tecnologia de aquecimento solar da água é usada no Brasil desde a década de 60 e já é empregada de maneira expressiva, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o consumo de energia pelos chuveiros pode responder por até 40% do consumo elétrico residencial. Apesar do país ser bastante representativo no uso de energia solar térmica – afinal, somos o quinto colocado no ranking de coletores solares para aquecimento de água – sua parcela em relação ao quadro mundial é pequena: cerca de 1,8%, em um cenário dominado por países europeus e a China, que juntos respondem a 82% do total instalado. Mesmo assim, o país tem aumentado sua capacidade. De acordo com o estudo de 2016 da International Energy Agency, de 2013 a 2014 o Brasil assumiu a quarta posição em crescimento de sistemas instalados (+4,5%), atrás da Grécia, com aumento de 19,1%, México com 18,2% e Índia 7%.

 

2. Sucesso do Fotovoltaico

Já para a geração de energia elétrica, as expectativas para a geração distribuída de eletricidade através do sol são extremamente animadoras. Espera-se que, até 2024, existam no Brasil mais de um milhão de unidades consumidoras com sistemas fotovoltaicos instalados, de acordo com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Já segundo pesquisa do Ministério de Minas e Energia  “Energia Solar no Brasil e no Mundo- Ano de Referência 2014”, até 2018 o país deve figurar entre os 20 principais países que possuem maior volume de geração de energia fotovoltaica no mundo e a previsão é que, até 2050, 18% dos domicílios brasileiros tenham instalado sistemas fotovoltaicos em seus telhados.

 

3. Disponibilidade solar

Mapa da energia solar no Brasil e no mundo
Solargis – Energia solar no Brasil e no mundo

No Brasil, segundo o INPE(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a região que possui maior irradiação global média é a Nordeste, com 5,90 kWh/m², com destaque para o Vale do São Francisco. Em seguida está o Centro-Oeste com 5,70 kWh/m²; a região Sudeste com 5,6 kWh/m²; o Norte com 5,5 kWh/m² e, por fim, a região Sul com 5,20 kWh/m².

Para se ter uma ideia do que representam estes números, os valores de irradiação solar no Brasil são superiores aos da maioria dos países europeus. Podemos citar o exemplo mais emblemático: a radiação na região mais ensolarada da Alemanha – uma das maiores produtoras de eletricidade através da energia fotovoltaica – é 40% menor que a região menos ensolarada no Brasil.

 

4. Micro e Minigeração

Para que os consumidores possam gerar a própria energia, foi necessária uma regulamentação adequada, que surgiu através da Resolução Normativa 482/2012, dando origem ao Sistema de Compensação de Energia, onde o consumidor recebe créditos quando o excedente da geração é injetado na rede, podendo ser consumidos posteriormente.

Entre os estados brasileiros que mais possuem instalações de mini e microgeração fotovoltaica está Minas Gerais. O resultado pode ser reflexo da decisão pioneira em 2012 de isentar a cobrança de ICMS sobre a energia injetada na rede. Três anos depois, São Paulo, Pernambuco e Goiás passaram a aderir a Convênio 16 do Conselho da Fazenda, criado para permitir que os Estados isentem o micro e minigerador da cobrança de ICMS sobre a energia injetada na rede. Até o momento, 21 Estados e o Distrito Federal já aderiram ao Convênio.

Energia solar no Brasil
Entenda o número acumulado de conexões de energia solar no Brasil.

 

 5. Apoio internacional

Além de diversas instituições e centros de pesquisa brasileiros, o país vem recebendo suporte técnico e firmando parcerias para o desenvolvimento da cadeia de energia solar no Brasil com diversos organismos internacionais.

A Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ) e o Laboratório de Energia Renovável dos Estados Unidos (NREL/DOE), duas instituições de referência mundial, são alguns dos exemplos.

 

 6. Certificação: Selo Solar

Energia solar no Brasil

A geração distribuída de energia fotovoltaica vem se tornando cada vez mais atrativa na busca por soluções sustentáveis e econômicas. Além dos ganhos financeiros e ambientais, adotar uma fonte renovável pode agregar valor à marca e trazer retornos intangíveis relacionados à responsabilidade ambiental.

Para comprovar a eficiência energética foi criado o Selo Solar. Gratuito, o selo tem validade de cinco anos. A iniciativa é do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com apoio de parceiros como o Banco Alemão de Desenvolvimento, Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ) e a WWF Brasil.

 

 7. Leilões de energia solar

Já no âmbito da geração centralizada, o primeiro leilão de energia solar no Brasil foi realizado pelo estado de Pernambuco, em 2013, onde 6 projetos saíram vencedores, totalizando cerca de 120 MWp de capacidade instalada.

Em 2014, foi realizado o Leilão de Energia de Reserva, onde foram contratados 31 projetos, totalizando 1.048 MWp de capacidade vendida e cerca de 7 bilhões de reais em investimentos. Já em 2015, foram realizados dois leilões, com 63 projetos vencedores, 2.160 MWp de capacidade adicional e 13 bilhões de reais em investimentos.

 

 8. Usinas solares no Brasil

Apesar da venda de mais de 100 projetos nos leilões de energia, apenas 42 estão em operação, enquanto 12 iniciaram sua construção e 99 ainda estão em fase de desenvolvimento. Apesar de ter sido uma das primeiras usinas a serem construídas no país e ter uma capacidade instalada relativamente pequena (3 MW), a Usina Cidade Azul, da ENGIE, ainda mantém o título de maior usina solar fotovoltaica em operação no país. Localizada em Tubarão, Santa Catarina, são 19.424 painéis fotovoltaicos com capacidade para gerar energia para cerca de 2,5 mil casas por ano. Apesar

Alguns estádios brasileiros também passaram a integrar a sua edificação sistemas de energia solar. O maior deles é o Mané Garrincha, que possui 9000 painéis fotovoltaicos.

Confira o nosso post falando um pouco mais sobre os estádios mais sustentáveis ao redor do mundo todo.

 

 9. Geração de emprego

Além de representar uma forma inovadora de se gerar energia renovável, a energia solar permitirá a criação de um nicho totalmente novo de empregos. Uma estimativa do Greenpeace demonstrou que a adoção de medidas de incentivo à energia solar em todas as esferas do governo brasileiro – municipal, estadual e federal – poderia criar cerca de 4 milhões de empregos até 2030.

Com estimativas para um futuro mais próximo, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) acredita que as novas instalações no país e os empreendimentos contratados nos últimos leilões deverão gerar pelo menos 60 mil novos postos de trabalho até 2018.

Em franco crescimento, a produção de energia fotovoltaica no Brasil representa uma ponte para o futuro, gerando excelentes oportunidades e oferecendo energia elétrica para as necessidades de uma sociedade cada vez mais digitalizada, descentralizada, e descarbonizada.

 

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