Blog da ENGIE Solar

09.01.2017

Conheça 7 estádios sustentáveis que são exemplo pelo mundo

Não é à toa que os esportes se tornam paixão nacional em todos os países. Estádios criam uma atmosfera própria, envolvem torcedores e apreciadores de todas as modalidades, fazem com que as pessoas vibrem e deixam as emoções à flor da pele.

E para que todo este entusiasmo esteja presente durante um jogo, a sua infraestrutura precisa estar preparada para atender milhares de torcedores nas arquibancadas, em lojas, restaurantes etc.

Do holofote que ilumina o campo ao sistema de segurança, a sala de imprensa e os vestiários, todo um estádio demanda eletricidade, destinação adequada de resíduos, uso de água e outros serviços. Com construções cada vez mais complexas, alguns estádios americanos chegam a gastar mensalmente 200 mil dólares na sua manutenção e consumir cerca de 23.000.000 kWh em um ano, segundo a empresa americana Waste Management. Por isso, grandes arenas vêm buscando alternativas sustentáveis para reduzir os altos níveis de despesas.

Conheça agora 7 estádios sustentáveis que são exemplo pelo mundo.

 

Estádio Olímpico 2012 – Londres, Reino Unido

O Estádio Olímpico de Londres 2012 foi desenvolvido com base em um design sustentável, compacto e leve. Durante os jogo Olímpicos e Paralímpicos, o espaço ofereceu 80 mil lugares e, graças a um modelo de construção em módulos desmontáveis, a capacidade atual foi diminuída para 25 mil espectadores, readequando-se às necessidades do país.

O uso de materiais sustentáveis também é destaque. Todo o projeto foi definido visando a redução da quantidade de aço e concreto na estrutura.

Além disso, a logística durante as obras também foi um aspecto relevante. O concreto empregado na construção teve origem de fornecedores próximos à região da obra e seu transporte era realizado por trens, o que evitou trânsito na cidade e nas rodovias, além do uso de milhares de caminhões, minimizando, assim, a poluição causada por este meio de transporte.

Mas não foi apenas o Estádio Olímpico que recebeu um projeto sustentável. Toda a área do Parque Olímpico foi transformada. O solo, anteriormente contaminado – pois a região abrigou por muito tempo um aterro sanitário -, foi tratado, descontaminado e reutilizado na própria obra.

 

Estádio Retangular de Melbourne – Melbourne, Austrália

O Estádio Retangular de Melbourne, ou o AAMI Park, construído em 2010, possui capacidade para cerca de 25 mil torcedores e recebe jogos de rugby e futebol. Com a cobertura em forma de bolha, o estádio sustentável é coberto com luzes de LED que podem ser programadas para criar diversas imagens e texturas.

O AAMI Park foi projetado para gastar 50% menos aço, e em sua estrutura também foi utilizado vidro intercalando as partes metálicas, permitindo um maior aproveitamento da luz natural.

Além disso, o estádio australiano possui um sistema de captação de água da chuva para o abastecimento interno, gerando economia de cerca de 500 mil galões de água a cada ano.

 

World Games Stadium – Taiwan, China

Também conhecido como National Stadium, o World Games Stadium está localizado em Kaohsiung, Taiwan. Com o formato de cobra, ele acomoda até 55 mil espectadores e é utilizado, principalmente, para competições de rugby, futebol e atletismo.

É também considerado um estádio sustentável por ter implementado cerca de 9 mil painéis solares fotovoltaicos posicionados em seu teto e que abastecem quase que o prédio inteiro.

Em dias de evento o sistema de energia solar gera até 75% da eletricidade necessária. Além disso, os painéis fornecem uma fonte de renda ao estádio nos dias em que não há competições, já que o National Stadium de Taiwan abastece 80% dos prédios vizinhos a ele, cerca de 1,14 GWh por ano.

 

New Meadowlands Stadium – Nova Jersey, EUA

O New Meadowlands Stadium, mais como MetLife Stadium, é um estádio sustentável de Nova Jersey, casa dos times de futebol americano da National Football League, o New York Jets e o New York Giants.

Com capacidade de 82 500 espectadores, o estádio foi construído em colaboração com a Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA) na aplicação de processos que levaram à redução de gasto de energia, água e resíduos sólidos durante toda a obra. Tudo isso foi possível graças a programas de reciclagem, compostagem de alimentos, entre outras ações. Com todas as medidas sustentáveis adotadas, o MetLife Stadium conseguiu barrar a emissão de cerca de 1,7 toneladas de dióxido de carbono durante o período de sua construção.

 

Stade Ocèane – Le Havre, França

Com capacidade de 25.000 lugares, o estádio do time francês Le Havre está situado no norte da França. Os conceitos de eficiência energética foram empregados tanto na construção e no design quanto na infraestrutura ao redor. Também foram instalados 1.500 metros quadrados de painéis fotovoltaicos em seu teto, garantido que parte da eletricidade consumida no estádio seja produzida através do Sol.

Processos que visassem a baixa emissão de carbono também foram implementados, como, por exemplo, o uso de cimentos composto por cinzas e produzidos por centrais térmicas, o que viabilizou uma redução de 22% das emissões quando comparado com o concreto padrão.

 

Levi’s Stadium – Santa Clara, EUA

Localizado em Santa Clara, na Califórnia, o estádio sustentável americano Levi’s Stadium foi construído em 2014 e possui uma das mais importantes certificações de sustentabilidade: o LEED na categoria Gold.

Para chegar a este conceito, o empreendimento apostou no uso de materiais reciclados e recuperados para sua construção e também na implantação do teto verde, ajudando a manter o conforto térmico e a umidade do ar no seu interior. Além disso, 80% da água utilizada no prédio é proveniente da reutilização, e uma das resoluções do estádio é trabalhar com fornecedores locais, evitando o deslocamento de materiais e alimentos por longas distâncias.

Já a eficiência energética foi possível graças à instalação de um sistema de controle, capaz de coordenar a entrada de luz natural e a luminosidade das lâmpadas, conforme a necessidade. Somado a isso, o uso de lâmpadas LED reduziu o consumo de eletricidade em cerca de 20%.

 

Mané Garrincha – Brasília, Brasil

O representante brasileiro na lista é o Estádio Nacional Mané Garrincha de Brasília, com capacidade máxima de 71 mil espectadores. Além de apostar em um projeto que permite ventilação natural, evitando gastos com ar condicionado, o empreendimento também optou pela instalação de painéis fotovoltaicos. São cerca de 9 mil placas, capazes de gerar 3 GWh/ ano, energia suficiente para abastecer 60 mil residências.

O reaproveitamento de água da chuva também foi agregado ao projeto, que possui cerca de cinco reservatórios, e são direcionados à irrigação, descargas e lavagem de piso.

Outros quatro estádios de futebol brasileiros também fazem uso da energia solar fotovoltaica. São eles: Estádio Governador Magalhães Pinto – o Mineirão -, de Belo Horizonte, com potência instalada de 1,42 MWp; o famoso Maracanã, no Rio de Janeiro, com 400 kWp; o estádio Pituaçu, de Salvador, com capacidade também 400 kWp; e a Arena Pernambuco, em Recife, com 1 MWp de capacidade instalada.

 

Com tantas iniciativas sustentáveis e inteligentes, os estádios sustentáveis ganham cada vez mais destaque e chamam a atenção de torcedores e fãs de esporte em todo o mundo.

 

Quer receber mais informações sobre prédio que empregam atitudes sustentáveis? Confira o blog da ENGIE Solar!

 

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