Blog da ENGIE Solar

25.12.2017

Os maiores mitos seguidos na hora de poupar energia

Quando o assunto é poupar energia, cada pessoa possui as suas manias e hábitos para economizar. Algumas pessoas adotam técnicas que funcionam, como, por exemplo, desligar o chuveiro enquanto se ensaboa durante o banho. Porém, há medidas que podem ser mais eficientes e sustentáveis a longo prazo.

Não são poucas as pessoas que acreditam em algumas “dicas” que na verdade não passam de mitos relacionados à economia de energia, como acreditar que as pequenas luzes de “stand by” dos aparelhos eletrônicos gastam uma quantia significante de energia.

Para evitar frustrações no fim do mês e focar em dicas úteis, separamos aqui alguns dos mitos mais comuns sobre poupar energia. São 6 procedimentos que parecem ser úteis, mas que na verdade não possuem eficácia comprovada. Confira!

1. Lâmpadas incandescentes iluminam mais

A quantidade de luz emitida por uma lâmpada incandescente comum pode ser facilmente alcançada por lâmpadas frias e de LED. Não é a cor da lâmpada que dita a quantidade de luz, mas sim a quantidade de lúmens que ela é capaz de gerar.

Na verdade, as antigas lâmpadas amarelas são as piores no quesito eficiência. Além de consumirem mais energia, elas perdem boa parte dessa energia em forma de calor.

Esqueça as antigas lâmpadas incandescentes, afinal, até o mercado de iluminação já as esqueceu. Desde julho de 2016, está proibida a produção desse tipo de lâmpada em todo o Brasil.

2. Aparelhos com tensão de 220 Volts consomem menos que os de 127 Volts

É comum encontrar pessoas que acreditam que os aparelhos de tensão 220 Volts são mais econômicos que as versões de 127 Volts. A diferença de gasto de energia entre os dois tipos de aparelho é nula, caso a potência do aparelho seja a mesma.

Considere que a conta de energia da sua casa é medida em Quilowatts-hora, ou seja, as grandezas envolvidas no cálculo são relacionadas ao tempo (neste caso, a quantidade de horas) e a potência (que é medida em watts).

Sendo assim, não é a tensão do aparelho quem dita o gasto, mas sim a sua potência elétrica. O que muda de um aparelho 127 V para um 220 V é a intensidade da corrente elétrica, enquanto a potência permanece a mesma.

Qualquer economia substancial nesta relação entre um aparelho 127 V e 220 V só é sentida em aparelhos de maior potência e de grande gasto de energia, como é o caso de chuveiros e outros aparelhos que precisam produzir calor. Isso ocorre devido à impedância do cabeamento utilizado na instalação. No entanto, caso o sistema seja corretamente dimensionado, esta diferença não apresenta valores expressivos.

Concluindo, para a compra de novos aparelhos elétricos, a decisão de qual tensão escolher deve ser orientada pelo padrão elétrico da instalação. Para alguns equipamentos específicos, como chuveiros ou fornos elétricos, recomenda-se consultar um eletricista para avaliar a melhor escolha.

3. Lâmpadas instaladas com sensores de movimento reduzem drasticamente o consumo de energia

Algumas empresas, lojas e condomínios preferem instalar lâmpadas com sensores de movimento em suas fachadas e salas de entrada para reduzir o consumo com lâmpadas que ficam ligadas o dia todo.

De fato, lâmpadas ligadas continuamente gastam uma quantidade expressiva de energia elétrica, porém, os sensores possuem duas desvantagens que merecem atenção.

O primeiro está relacionado com a vida útil das lâmpadas. O liga e desliga dos dispositivos reduz a vida útil, sendo que apenas as lâmpadas de LED não sofrem com o desgaste causado pelo acionamento e desligamento contínuo.

Outro motivo que pode fazer com que os dispositivos automáticos não sejam tão vantajosos é a localização em que se encontram. Afinal de contas, se o local possui muita movimentação, dificilmente as lâmpadas ficarão apagadas, inutilizando o investimento. Desta forma, o ideal é que sejam analisados caso a caso, considerando o padrão de consumo e os valores investidos para a alteração.

4. Deixar o carregador do celular na tomada aumenta o valor da conta de luz

Tecnicamente, esta afirmação não está errada. O carregador dos smartphones consome uma pequena quantidade de energia quando fica acoplado à tomada da sua casa, porém, seu consumo mensal fica na casa dos míseros centavos.

Apesar de ser uma afirmação que alivia a culpa das pessoas que têm o hábito de deixar o carregador na tomada, lembre-se que este hábito não é recomendável, pois o aparelho pode ser danificado durante interrupções abruptas do fornecimento de energia ou descargas na rede elétrica.

5. Realizar pequenas sessões para passar poucas roupas ajuda a poupar energia

Conforme falamos na dica número 2, os aparelhos que mais gastam energia são aqueles que precisam gerar calor, como os chuveiros, fornos elétricos e ferros de passar. Para se ter uma ideia, se você usa seu ferro de passar por 12 horas mensais, o gasto médio chega a 7,2 kWh/mês, isso ainda considerando um ferro elétrico de baixa potência (600 Watts)!

Ao optar por passar várias roupas de uma só vez, o consumidor está criando apenas um momento de alto consumo de energia, evitando repetição do processo inicial de aquecimento do ferro. Isso vai resultar em uma economia se comparado com um consumo parcelado no qual o aparelho é ligado várias vezes.

6. Painéis fotovoltaicos duram pouco e não compensam sua instalação

Os painéis solares estão se tornando uma opção vantajosa para quem pretende poupar energia e transformar sua residência com o uso de energia limpa e 100% renovável.

Alguns céticos acreditam que os painéis fotovoltaicos são caros em relação ao seu custo-benefício e ainda afirmam que é gasta mais energia para sua produção do que eles são capazes de gerar. Todas essas informações não passam de grandes mitos.

A garantia padrão de eficiência para um painel solar convencional é de 25 anos, com um desempenho no 25º ano de pelo menos 80% da sua capacidade original. Para painéis mais modernos, essa durabilidade pode ser ainda maior, considerando uma taxa de degradação anual média de 0,8%. Como esses sistemas se pagam em um período de 6 a 12 anos, o restante da sua vida útil já supre o investimento realizado inicialmente.

Se colocar esses números na ponta do lápis, o consumidor verá que, além de ser um equipamento vantajoso no que tange à sustentabilidade e à economia, existe uma possibilidade muito grande de gerar energia durante um longo período de tempo, até que seja necessária uma substituição do sistema.

Essas são algumas informações sobre os mitos envolvendo a economia de energia elétrica. Fuja dos mitos e procure sempre informações consistentes na hora de falar sobre poupar energia! Aqui no nosso blog você encontra uma série de conteúdos envolvendo esse assunto e os procedimentos que você pode adotar para poupar energia em sua casa.

CompartilheShare on FacebookGoogle+Tweet about this on TwitterPin on Pinterest