Blog da ENGIE Solar

03.10.2016

Mitos sobre painéis solares desmistificados

A energia produzida por painéis solares, também conhecidos como módulos fotovoltaicos, possui grande destaque por não utilizar combustíveis fósseis, além de não emitir gases poluentes e não contribuir para mudanças climáticas e eventos como o efeito estufa.

Em 2015, as usinas solares representavam apenas 1,2% da eletricidade produzida no mundo, mas as projeções para o futuro são promissoras: estima-se que a energia solar represente de 8 a 13% da produção mundial de energia dentro dos próximos 15 anos. Ainda a passos mais lentos, mas com grande potencial de investimento, o Brasil vêm crescendo, e um sinal claro disto é o número de projetos vendidos em leilões de energia promovidos pelo Governo Federal entre 2014 e 2015, totalizando 2.653 MW, o suficiente para abastecer mais de 1 milhão de residências.

Já a Geração Distribuída, aquela produzida de forma descentralizada – como a utilização de painéis fotovoltaicas no telhado de casas, por exemplo -, teve seu número de instalações quase triplicado em apenas oito meses, e deve estar presente em 18% dos domicílios até 2050, segundo dados do Plano Nacional de Energia.

Apesar dos números animadores, o setor de produção solar ainda esbarra em algumas dificuldades, principalmente, no que se refere à informação. Quantas vezes já ouvimos falar: “O Brasil tem um enorme potencial solar, mas a tecnologia ainda é muito cara!”. Será que isso é mesmo verdade?

Conheça agora cinco mitos mais comuns sobre a energia solar:

 

1. “O custo para adquirir painéis solares é muito elevado.”

Um dos maiores mitos sobre a energia solar é que ela é cara. Cada vez mais seus custos vêm diminuindo, mas a sua vantagem real não reside no valor pago para sua instalação, mas sim na economia que ele proporciona ao longo do tempo. É interessante frisar que vivemos há pouco tempo uma crise energética que fez com que os preços das contas de luz subissem, na média nacional, em torno de 30%. Em países europeus, por exemplo, que já investem em energia solar há mais de uma década, a economia energética já vem mostrando bons resultados e influenciando cada vez mais consumidores a adotarem este modelo de energia distribuída e gerarem sua própria energia

Já para a geração centralizada, estudos apontam que até 2030 os painéis solares irão gerar eletricidade com valores inferiores ao do gás natural e usinas de carvão, combustíveis fósseis não-renováveis.

Outro fator importante que precisa ser levado em consideração são as políticas de incentivo e modelos de financiamento que vêm surgindo aos poucos no país, contribuindo para a diluição dos custos do investimento ao longo dos anos. Em termos de retorno financeiro, dependendo do local de instalação, estes sistemas muitas vezes proporcionam uma economia maior que até mesmo o dobro do investimento realizado.

 

2. “Painéis solares servem apenas para aquecimento da água.”

Este é outro mito comum. Na verdade, existe uma diferença básica e primordial entre energia solar fotovoltaica e energia solar térmica. A primeira se refere a transformação da radiação solar em eletricidade, enquanto a segunda é utilizada apenas para aquecer água através de coletores solares semelhantes aos painéis fotovoltaicas, e um reservatório termicamente isolado. O fato dos coletores e dos painéis serem parecidos é o principal motivo de confusão.

Portanto, enquanto o aquecedor solar serve apenas para aumentar a temperatura da água, painéis fotovoltaicos podem, além de também aquecer a água em chuveiros elétricos, ligar qualquer componente energizado, como iluminação, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas etc.

 

3. “Painéis solares geram energia apenas em dias de céu aberto.”

É verdade que painéis solares são mais eficientes em dias de céu aberto, mas isto não quer dizer que elas não funcionem em dias nublados. Estudos mostram que em dias mais escuros, os painéis perdem apenas entre 5 e 10% de sua capacidade normal. Mas, por sorte, este não é um grande problema para nós brasileiros, visto que muitas regiões do Brasil possuem longos períodos de pouca nebulosidade, contribuindo para o aumento da eficiência dos sistemas fotovoltaicos.

Apenas para se ter uma ideia, a Alemanha, que recebe incidência solar bastante inferior que o Brasil, é a maior geradora de energia fotovoltaica do mundo. Veja aqui exemplos de outros países que fazem um bom proveito da energia solar.

 

4. “O excesso de energia é armazenado em baterias, e isso encarece a fonte.”

Depende. O sistema on-grid é o mais usado nos painéis solares, quando ele é conectado à rede de eletricidade convencional. Isso quer dizer que o sistema irá gerar energia durante o dia e seu excesso será injetado na rede elétrica local. Neste caso, o retorno econômico vêm na forma de créditos de energia, pelo que foi gerado ao longo da exposição solar, ou seja, funciona como se o gerador da energia recebesse pelo que produziu a mais, só que o pagamento é feito por meio do abatimento no valor da conta de luz.

Existe também um sistema que utiliza baterias, chamado de sistema off-grid. Ele é adequado, por exemplo, para locais que não possuem conexão com a rede de distribuição de energia ou que possuem problemas de abastecimento. No entanto, a implementação deste sistema representa um custo um pouco mais elevado, uma vez que são as baterias e seus componentes acessórios que encarecem este tipo de instalação.

 

5. “Painéis solares precisam de manutenção constante.”

Os painéis solares não precisam de manutenções regulares e possuem vida útil de mais de 25 anos, normalmente com garantia de performance do fabricante por este período, além de uma garantia de 10 anos relativa à integridade dos módulos. O indicado é realizar a limpeza uma vez ao ano, pois a sujeira pode causar uma pequena redução na eficiência do sistema.

Além disso, os painéis não danificam os telhados e podem ser facilmente retirados, caso o proprietário deseje instalar em outro local. Para isso, é importante levar em consideração as possíveis adequações à este novo local, analisando se será preciso reformular o projeto.

Por muito tempo, diversas informações sobre a implantação da energia fotovoltaica foram reproduzidas levando em consideração dados antigos e desatualizados. O seu enorme potencial no Brasil e o aperfeiçoamento das tecnologias no setor não deixam dúvidas sobre suas vantagens e a importância de difundir informações atualizadas, desta que é uma fonte de energia renovável, contribuindo assim para um futuro mais sustentável para nosso planeta.
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