Blog da ENGIE Solar

15.01.2018

Motivos para você se decidir de vez pela geração solar distribuída

Quando falamos sobre energia solar e sua geração, é comum surgirem diversos questionamentos a seu respeito. Mesmo sabendo das vantagens dessa fonte de energia, nem sempre ficam claros os ganhos que a geração solar distribuída pode trazer para o consumidor, para o meio ambiente e até mesmo para o sistema elétrico brasileiro.

Foi pensando nisso que decidimos reunir 9 motivos para optar pela geração solar distribuída! Confira nosso post e esclareça suas dúvidas:

Mas a geração solar distribuída é verde mesmo?

Pensando somente na energia solar e em sua geração de energia, sabemos que os impactos são mínimos, visto que o processo é livre de qualquer emissão de carbono. Já do ponto de vista da produção das placas fotovoltaicas, a tecnologia tem avançado cada vez mais em busca da redução de perdas de silício (material base para uma placa fotovoltaica), entre outros componentes.

Ao combinarmos a geração solar com a capacidade de ser distribuída — isto é, poder ser gerada em diversos pontos, descentralizada —, temos ainda mais pontos positivos para destacar. A geração solar distribuída reduz consideravelmente os impactos ambientais da construção de reservatórios, quando comparados com as hidrelétricas.

Um grande passo para a autossuficiência energética

Atualmente, temos uma nova categoria de consumidor: o chamado prosumer (ou, numa tradução livre, prossumidor). Esse termo é originado da junção de produtor + consumidor, representando um perfil de consumidor que possui a capacidade de gerar sua própria energia e assim atender seu consumo.

Nesse sentido, com a legislação atual, é possível conectar à rede sua geração, fornecendo seu excedente para a rede de distribuição. É possível também utilizar-se da energia convencional proveniente das distribuidoras quando necessário (no caso de um consumo maior que a geração, por exemplo).

Isso significa que o consumidor terá, então, duas possibilidades para suprir sua demanda. Esse cenário é extremamente interessante para regiões nas quais a falta de energia é frequente (finais de linha, por exemplo) ou traz prejuízos consideráveis.

O sol é para todos

Devido à sua localização, o Brasil possui um grande potencial para geração de energia solar durante o ano todo. Essa geração constante traz a oportunidade de desenvolver regiões em que a energia convencional é muito cara, se feita via redes convencionais.

Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, os valores de irradiação solar global incidente em qualquer região do território brasileiro são superiores aos da maioria dos países da União Europeia. Até mesmo se compararmos com países onde há vários projetos para aproveitamento dessa energia, inclusive com incentivos governamentais.  

Placas solares estão cada vez mais baratas

Um estudo recente mostrou que houve, em todo o mundo, um aumento notável na competitividade das tecnologias de geração de energia renovável, incluindo a energia solar fotovoltaica. Segundo esse mesmo levantamento, a capacidade global de energia verde foi impulsionada em um valor recorde em 2016 e entregue a um custo significativamente mais baixo do que nos anos anteriores.

Especificamente em relação à energia solar, outra pesquisa prevê ainda uma queda de 27% nos preços médios globais até 2022, o que equivale a uma queda média de 4,4% ao ano. Estima-se que esse declínio se dará nos preços de diversos componentes do sistema fotovoltaico, incluindo módulos, inversores, rastreadores e outros equipamentos e serviços relacionados.

Diferentes modelos de negócio para você se adaptar

Com o crescimento do tema e o consequente interesse das pessoas nesta tecnologia, vários modelos de mercado estão surgindo com o intuito de disseminar a geração solar distribuída.

Há empresas que entregam ao cliente final um pacote completo de projeto e instalação dos módulos, cabendo ao usuário somente as questões legais. Um outro modelo que está aparecendo é o de aluguel de equipamentos. Nesse conceito, a empresa oferece os painéis solares, a instalação e a manutenção do produto; em contrapartida, o cliente paga uma taxa de instalação e uma posterior mensalidade de manutenção.

Gere de casa e seja compensado por isso!

Além de suprir sua própria demanda, o consumidor tem acesso a um sistema de créditos de energia. Conforme regras da ANEEL, caso a energia gerada em determinado mês seja superior à energia consumida no mesmo período, o consumidor fica com créditos com validade de até 60 meses.

Outra facilidade é o “autoconsumo remoto”, definido pela ANEEL como a possibilidade de usar créditos de energia para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local. Você pode, por exemplo, instalar placas solares no telhado de sua casa de praia e gerar créditos para o seu apartamento no centro da cidade.

Pensando em repartir os gastos de instalação e buscar benefícios coletivos, também é possível a instalação de geração distribuída em condomínios. Nesse modelo, a energia gerada pode ser dividida entre os moradores, de acordo com porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

Deixe de ser refém do preço da energia

Com o modelo atual de bandeiras tarifárias, os consumidores ficam dependentes das alterações no preço da energia conforme o regime de afluências e a consequente utilização (ou não) das usinas térmicas. Quando essas usinas são utilizadas, há uma alteração significativa no preço da energia, já que o custo para geração da energia utilizando essa fonte é mais cara.

No caso do consumidor que possui um sistema de geração solar distribuída com tecnologia fotovoltaica, segundo as normas brasileiras em vigor, cada quilowatt gerado equivale a um quilowatt consumido, independentemente do valor final da tarifa.

A legislação está ao nosso favor

Para geradores de até 1 MW, a ANEEL, através da Resolução Normativa 481, possibilita um desconto nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão ou distribuição. Esse desconto pode variar de 50 a 80% nos dez primeiros anos de operação e persevera após esse período com um valor de 50%.

Já para geradoras de até 5 MW, a facilidade está na dispensa de concessão, permissão ou autorização para instalação da unidade de geração, resumindo-se apenas à comunicação ao poder concedente (distribuidora ou transmissora).

Um investimento no planeta e no seu bolso

Como mencionado anteriormente, o preço das placas vem diminuindo e, com o desenvolvimento da tecnologia, a tendência é que diminuam cada vez mais. Enquanto isso, temos uma estimativa de vida útil de 25 anos para os módulos fotovoltaicos. Considerando um retorno do investimento entre 4 e 5 anos, percebemos que, além de ajudar o planeta, o consumidor continuará se beneficiando da energia por pelo menos mais 20 anos.

O que você achou do nosso post? Ficou com alguma dúvida sobre as vantagens da geração solar distribuída? Deixe seu comentário abaixo!

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