Blog da ENGIE Solar

19.04.2017

Programa de Eficiência Energética no Brasil: ANEEL, Celesc e ENGIE viabilizam a instalação de sistemas fotovoltaicos

Ao longo das últimas três décadas, alguns países tomaram a frente na difusão da geração distribuída pelo mundo como Alemanha, Estados Unidos, China e Japão. Estes são, se não os principais precursores, os países que mais se destacaram na adesão à energias renováveis nos últimos anos. Sempre inovadores, foram os japoneses que deram o start na cultura do programa de eficiência energética (PEE).

Ao longo dos anos 70, foram lançados no Japão dois projetos chamados Sunshine e Moonlight. Responsáveis por impulsionar a energia solar no país, estes projetos abrangiam, além do apoio à 70.000 instalações domésticas de aquecimento solar, o foco em pesquisas para o desenvolvimento de novas tecnologias energéticas que aumentassem os esforços de conservação da energia solar.

Porém, foi o 1000-Dächer-Programm, ou Programa dos Mil Telhados, encabeçado em 1990 por alemães, que ganhou maior repercussão a nível mundial e é tido até hoje como um dos principais exemplos de vanguarda na difusão da energia solar fotovoltaica.

 

O que ele prometia?

O projeto inovador buscava introduzir uma tecnologia que à época acreditava-se ser madura o suficiente para aplicação comercial, apesar de ainda necessitar de aperfeiçoamentos técnicos. Além disso, outro objetivo era compreender como que a rede elétrica se comportaria com a inserção de diversos sistemas geradores de energia num ambiente em que havia apenas consumo.

No esquema proposto, era oferecido um subsídio de 70% pelos governos federal e estadual para a aquisição de sistemas cuja capacidade variava de 1 até 5 kWp. Em termos financeiros, um sistema padrão de 2,2 kWp custava cerca de 60.000 Marcos alemães, que convertidos para hoje equivaleriam a cerca de R$165 mil reais.

Portanto, apesar do grande interesse da população – quase 60 mil pessoas se interessaram pelo projeto -, o valor do sistema ainda era restritivo, e apesar de terem sido realizadas quase 2 mil instalações ao longo de cinco anos, o que se seguiu após o programa foram diversos anos sem que houvesse alterações significativas na quantidade de instalações fotovoltaicas no país.

Entretanto, no ano de 1999, após quase uma década de evolução da tecnologia e redução de custos, foi lançado o 100.000-Dächer-ProgrammPrograma dos 100 mil Telhados Solares. Em função do maior conhecimento da população e das taxas de juros atrativas para financiamento subsidiadas pelo projeto, já em 2003 foi atingido o objetivo de instalar 300 kWp em geração distribuída.

O enorme sucesso obtido através dos incentivos oferecidos pelo projeto possibilitaram a criação da Lei Alemã de Fontes Renováveis de Energia – EEG, que estabelecia as bases regulatórias para a geração de energia fotovoltaica. Desde então, a difusão acelerada da tecnologia transformou o país numa das maiores referências em geração distribuída do mundo, com mais de 1,5 milhões de sistemas instalados até hoje.

 

Ok. Mas e o Brasil “no meio disso tudo”?

Quase 25 anos após o lançamento do projeto alemão, de avanços tecnológicos e de redução considerável nos custos dos equipamentos, chegou a vez do Brasil abrir as portas para a difusão desta tecnologia que já é consolidada em muitos países. E a ENGIE está ajudando a transformar esta realidade.

 

Projeto Bônus Fotovoltaico

programa de eficiencia energetica

Em Novembro de 2016, a Celesc, concessionária de energia elétrica no estado de Santa Catarina, lançou no âmbito do Programa de Eficiência Energética da ANEEL/CELESC, o Projeto Bônus Fotovoltaico. Uma iniciativa inédita no país que se assemelha muito aos projetos alemães. Através do processo licitatório realizado pela empresa, a ENGIE foi a vencedora do certame, sendo assim responsável por operacionalizar todo o processo de divulgação, comercialização e instalação do programa.

No projeto, é oferecido um subsídio de 60% na compra de um sistema fotovoltaico residencial de 2,65 kWp para mil clientes da Celesc, além da troca de 5 lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, mais eficientes. O objetivo é justamente alavancar a difusão da tecnologia do país, conscientizando os consumidores dos benefícios e vantagens que a energia solar pode oferecer.

Lançado no dia 20 de Fevereiro, para participar os consumidores deveriam atender a determinados critérios específicos, tais como serem clientes residenciais, terem um consumo mínimo médio de 350 kWh/mês, e estarem adimplentes com a distribuidora. O direito ao benefício também exigiu requisitos técnicos necessários para que os sistemas fotovoltaicos operem da forma mais eficiente possível. Você pode conhecer mais detalhes sobre o programa acessando este link aqui.

 

Ganhos do consumidor

Por meio dos sistemas fotovoltaicos oferecidos pelo PEE-Celesc, os consumidores irão gerar energia para seu próprio consumo e, o que for excedente, será injetado no sistema elétrico da Celesc e transformado em crédito que poderá ser utilizado para pagar a energia consumida na residência com o sistema fotovoltaico ou em qualquer outra unidade consumidora de mesma titularidade, desde que conectada ao sistema da Celesc.

Com um custo de R$ 11,9 milhões, o projeto tem uma contrapartida dos clientes de R$ 6,7 milhões, e cada consumidor pagará, pelo sistema instalado, R$ 6,68 mil. O valor equivale a 40% do valor do material dos sistemas fotovoltaicos. Os outros 60%, como já citamos, serão subsidiados pelo projeto.

A título de curiosidade, o valor integral do produto sem o subsídio é de R$16.705,83, praticamente 10 vezes menor do que o valor dos sistemas oferecidos no projeto da Alemanha.

O retorno do investimento para o consumidor final é de três a quatro anos, com a vida útil dos equipamentos de 25 anos – destaca o coordenador do PEE-Celesc, Marco Aurelio Gianesini.

 

Sucesso imediato

Pouco depois de 48 horas do lançamento do projeto, foram registradas mais de 10 mil inscrições, sendo que algumas regiões tiveram sua cota de contemplados atingida em cerca de 30 minutos. Os números superaram a expectativa tanto da Celesc quanto da ENGIE, demonstrando que a tecnologia já desperta o interesse da população.

A alta adesão é uma garantia para o sucesso do projeto. Mostra que Santa Catarina está muito atenta para inovações, como a energia solar. Uma tecnologia que, além de gerar benefício econômico, representa um relevante bem ao meio ambiente – diz o presidente da ENGIE Solar, Rodolfo de Sousa Pinto.

As inscrições já foram encerradas e, no momento, estão sendo realizadas visitas técnicas para verificar se as residências inscritas atendem aos critérios técnicos do projeto, enquanto algumas instalações já começaram a ser feitas em casas habilitadas. Até o final de 2017, todas as mil instalações terão sido realizadas.

É bem provável que a iniciativa inspire mais projetos do mesmo âmbito nos próximos anos, porém em outras regiões do país. Assim, o Brasil trilha seu caminho para um futuro mais sustentável, promovendo a geração distribuída, a preservação dos recursos naturais e a diversificação da matriz energética brasileira.

E a ENGIE, que vem impulsionando a revolução energética pelo mundo, demonstra novamente seu compromisso com a descentralização, digitalização e descarbonização de energia, atuando como pioneira e precursora de uma iniciativa louvável para a evolução da energia solar fotovoltaica em nosso país.

Você pode acompanhar novidades sobre o andamento do programa de eficiência energética Bônus Fotovoltaico ou buscar maiores informações através do site da Celesc.  

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