Blog da ENGIE Solar

26.04.2017

Uso da Energia Solar: vantagens e “desvantagens” para a sua empresa

O uso da energia solar fotovoltaica é parte fundamental da discussão sobre a mudança da matriz energética mundial. Isto por ser uma fonte limpa e renovável com grande potencial de exploração, e por representar um modelo descentralizado de produção. As previsões para os próximos anos mostram que o uso da energia solar ganhará mais espaço no âmbito da geração de energia e estará presente na maioria das residências, comércios e indústrias!

Em meio às discussões sobre o cenário energético do futuro, é pertinente também discutir de maneira mais aprofundada a energia solar, suas vantagens e desvantagens.

Vantagens do uso da energia solar

As vantagens da energia solar fotovoltaica são muitas, e várias delas são amplamente divulgadas, como a redução drástica que proporciona na conta de luz. Mas você conhece outras?

1. Proteção ao meio ambiente

A energia solar fotovoltaica é uma fonte de energia limpa pela simples razão: não agredir o meio ambiente. Ao produzir eletricidade sem produzir gases do efeito estufa ou demais gases poluentes, a fonte solar não contribui para o aumento da temperatura global, para a maior ocorrência de mudanças climáticas, entre diversos outros impactos.

Segundo o U.S. Environmental Protection Agency, a instalação de um sistema solar em uma casa de duas pessoas diminui de três a quatro toneladas de emissão de carbono da residência anualmente.

Apesar da maior parte das emissões de carbono no Brasil terem origem no desmatamento para transformação de área em pasto e extensas plantações (46%), o setor energético vêm logo atrás, representando 24% das emissões de gases de efeito estufa no país.

2. Redução da dependência

Fazer uso da energia solar, em um nível macro, representa uma forma de reduzir a dependência de um país em relação a exploração de recursos naturais como rios e florestas,  assim como a necessidade de exportação de matérias-primas de produção para energia, como, por exemplo, combustíveis fósseis para termelétricas.

No caso do Brasil, como vimos nas últimas crises de energia, longos períodos de estiagem reduziram o nível dos reservatórios e acabaram por comprometer a produção de eletricidade, principalmente no estado de São Paulo. Por isso, alcançar certo grau de diversificação de fontes também é uma forma de diminuir a dependência em relação a uma única fonte de energia elétrica.

Já em nível micro, consumidores que investem em energia solar fotovoltaica estão menos propensos a sofrer com a variação das tarifas de eletricidade e com a elevada carga tributária na conta de luz.

3.  Manutenção

Além de ter uma vida útil garantida de mais 25 anos, os painéis fotovoltaicos também se destacam por serem de fácil manutenção. A limpeza está relacionada à possível diminuição da potência máxima das células. Ou seja, poeira, folhas ou excrementos de pássaros podem acabar prejudicando a produção de energia, mas não vão danificar o equipamento. A própria chuva toma conta de limpar os painéis, mas caso chova pouco na região da instalação, recomenda-se que a limpeza seja realizada de uma a duas vezes ao ano.

Para a limpeza, recomenda-se o uso apenas de água e nenhum outro material abrasivo, evitando, assim, arranhões ou danificação do revestimento dos módulos fotovoltaicos.

4. Locais distantes

Locais de difícil acesso também podem ser beneficiados pela instalação de painéis fotovoltaicos, já que ao contrário dos sistemas mais comuns, conectados à rede (on-grid), sistemas off-grid armazenam a eletricidade produzida em baterias, permitindo que instalações em locais remotos possam gerar a própria energia de forma independente.

5. Agregam valor à marca

Investir em uma fonte de energia renovável e limpa também pode ser uma ótima forma de agregar valor à responsabilidade ambiental de uma marca, caso os painéis sejam instalados em comércios ou indústrias. A certificação Selo Solar é capaz de comprovar a eficiência energética de empresas que produzem a sua própria energia.

“Desvantagens”

As “desvantagens” da energia solar fotovoltaicas são, em geral, conceitos equivocados em função do desconhecimento da tecnologia. Confira abaixo alguns mitos comuns sobre energia solar fotovoltaica:

1. Custo alto

Este é um mito que ainda é muito disseminado. De um ponto de vista econômico, o investimento inicial pode até parecer alto, mas a vantagem da fonte fotovoltaica reside no retorno sobre o investimento.

O tempo decorrente entre a instalação e o momento em que o sistema se paga varia de acordo com o tamanho e a região em que os painéis serão instalados, mas, em geral, gira entre 5 a 8 anos, podendo ser mais ou menos.

Considerando o pior caso – e que um painel tem vida útil de mais de 25 anos – o sistema fotovoltaico produziria energia gratuita por no mínimo 17 anos!

Além disso, opções de financiamento como as oferecidas pela ENGIE tem sido uma grande oportunidade para reduzir a conta de luz imediatamente sem grandes investimentos.

Conheça outros mitos sobre a energia solar fotovoltaica.

2. Geração de resíduos

Durante seu período de funcionamento, a energia solar fotovoltaica não gera nenhum tipo de resíduo – nem em forma de emissões de gases, nem em forma de resíduos sólidos ou perigosos.

Porém, a fabricação dos painéis e demais componentes do sistema, e também o desmantelamento ao fim da vida útil dos aparelhos, representam processos que eventualmente produzirão resíduos.

No entanto, o processo de reciclagem dos módulos fotovoltaicos atuais já chegam a recuperar cerca de 95% do material. Com isso, espera-se surgir também um novo mercado que deve movimentar até 2050 U$ 15 bilhões no mundo.

3. Ocupação do solo

Outro ponto controverso é a ocupação do solo para a instalação de painéis fotovoltaicos, visto que algumas usinas solares ocupam extensas áreas. Essas instalações, entretanto, são comuns na geração centralizada, quando são utilizados grandes terrenos em áreas bastante distantes de centros urbanos. Já na geração distribuída, os painéis fotovoltaicos são instalados em telhados, diminuindo assim a alteração da paisagem e otimizando o uso do espaço que eventualmente era inutilizado.

Além disso, outras ideias criativas vêm ganhando força. Um exemplo é o projeto piloto de instalação de painéis flutuantes no lago da usina hidrelétrica de Balbina. Lançado em março de 2016, o projeto ainda está em fase de estudo para verificar se esta é uma opção viável e se há impactos à fauna local. Já a França, estuda a possibilidade de usar a malha rodoviária para produzir energia por meio de uma pavimentação de placas fotovoltaicas.

4. Sistemas fotovoltaicos só geram energia para ser usada durante o dia

A produção de eletricidade por meio da energia solar fotovoltaica depende da luz do sol, e consequentemente dos níveis de irradiação. Isso quer dizer que durante a noite ou em dias muito nublados, os sistemas não são capazes de produzir energia elétrica.

Entretanto, isso não quer dizer que a energia gerada por eles não possa ser aproveitada.Sistemas fotovoltaicos são conectados à rede de eletricidade convencional  dentro do Sistema de Compensação de Energia (net-metering): quando for gerada mais energia do que estiver sendo consumida, ela é injetada na rede, e se transforma em créditos que poderão ser utilizados durante à noite ou em dias chuvosos.

No caso dos sistemas isolados, são utilizadas baterias para armazenar energia e disponibilizá-la quando necessária. Sistemas isolados também podem ser combinados a outras formas secundárias de geração de energia  (para casos de emergência), como geradores a diesel ou turbinas de vento, por exemplo.

Em um balanço geral, a energia solar fotovoltaica possui inúmeras vantagens, e suas “desvantagens” não são nada mais que conceitos equivocados, fruto da desinformação.

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